Segundo os dados da análise de solo, o cálculo da necessidade de calagem pelo Método da Neutralização de Al e elevação de Ca e Mg sugeriu uma necessidade de calagem igual a 0,6 t/ha. No entanto, este valor não supriria a demanda por Mg da cultura. De fato, para cobrir o déficit de Mg do solo de 0,3 cmolc/dm³ seria necessário adicionar 121,5 kg/ha de MgO, o que poderia ser feito com a adição de pelo menos 1,22 t/ha de calcário dolomítico (MgO=10%).
Desta forma, adotou-se o Método da Saturação por Bases, cuja sugestão da necessidade de calagem foi de 3,29 t/ha de calcário, valor teoricamente 2 a 3 vezes maior que aquele suficiente para suprir a demanda de Mg da cultura. Como algumas culturas sob o ambiente protegido eram mais exigentes em saturação por bases que outras, a necessidade de calcário considerada de fato foi de 4,30 t/ha.
O calcário usado foi o dolomítico com PRNT=96%. A quantidade de calcário calculada para ser adicionada ao ambiente protegido, de 274m², foi de 0,1228 t. Conclusivamente, o canteiro do pepino, de 28m², recebeu a quantidade de 13 kg de calcário, aplicado em área total.
No dia 11 de Março o calcário calculado foi aplicado manualmente sobre a superfície do solo. Neste mesmo dia a incorporação foi feita com duas passadas de enxada rotativa. O solo foi irrigado com aspersores antes e depois da operação de calagem.